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Broas de Batata-doce com Coco e Amêndoa

Nestas broas, a farinha é substituída pela batata-doce, sendo a massa enriquecida com amêndoa e coco. A receita é preparada de véspera, sendo a massa cozida sobre folhas de hóstia.

Não deixe de experimentar esta maravilha e dá-la a saborear aos seus familiares e amigos, quando os receber no dia de Todos os Santos, no S. Martinho e/ou na celebração do Natal.

Ingredientes:

  • ½ colher (chá) de canela
  • 1 pitada de cravo-da-índia
  • 100 g de miolo de amêndoa picado
  • 500 g de açúcar
  • 7 gemas
  • 800 g de batata-doce
  • 85 g de coco ralado
  • água q.b.
  • folhas de hóstia q.b.
  • raspas de 1 limão

Confeção:

Lave e coza as batatas-doces com a pele até ficarem macias.

Pele-as e passe-as, ainda quentes, e reserve 750 g do puré.

Prepare uma calda, fervendo o açúcar, coberto de água.

Junte o puré de batata-doce à calda, acrescentando depois a amêndoa e o coco ralado.

Aromatize com a canela, o cravo-da-índia e a raspa do limão. Cozinhe, mexendo até espessar.

Retire o preparado do lume, deixe amornar e acrescente, aos poucos, 5 gemas batidas.

Leve de novo ao lume, mexendo até fazer estrada (ao passar a colher, abre-se um veio em que se vê o fundo da panela).

Deite o preparado num pirex, tape com um pano e deixe repousar até ao dia seguinte.

Com as mãos passadas por farinha, vá moldando pequenas broas alongadas. Coloque-as num tabuleiro, separadas e sobre folhas de hóstia.

Bata as 2 gemas restantes e pincele as broas com elas.

Leve a cozer, em forno pré-aquecido (180º C), até as broas alourarem.

Deixe-as arrefecer, corte a folha de hóstia em excesso na base de cada broa e sirva.

Celestes de Santa Clara (Santarém)

Estes bolinhos, que são uma das mais conhecidas delícias de Santarém, fazem parte da doçaria conventual, porque foram criados pelas monjas Clarissas do Convento de Santa Clara e daí advém o seu nome.

Gargantas de Freira (Covilhã)

Este doce conventual foi trazido por um espanhol, de nome Francisco Muñoz Gomes, cuja receita divulgou numa pastelaria que abriu, quando, no início do séc. XX, foi viver para a Covilhã, uma cidade localizada na região centro de Portugal, junto à Serra da Estrela. Sempre fez questão de referir que a receita deste doce fora trazida dum convento e daí o nome “Gargantas de Freira”.

É um doce deliciosamente apetecível, que se caracteriza por ter fios de ovos enrolados, sob a forma de charuto, em capa de hóstia.

Ingredientes:

Confeção:

Corte a hóstia em nove retângulos.

Com os fios de ovos, faça 9 charutinhos com o comprimento dos retângulos de obreia. Reserve.

Leve o açúcar ao lume com a água e deixe ferver até fazer ponto de pérola.

Passe os charutos de fios de ovos pela calda de açúcar e escorra-os.

Coloque cada charuto de fios de ovos sobre um retângulo de obreia e enrole em forma de charuto, formando, assim, este maravilhoso doce conventual.

Queijinhos de Hóstia (Beja)

Queijinhos de Hóstia é o nome pelo qual são atualmente conhecidos uns deliciosos bolos de origem conventual, com amêndoas e muitos ovos, que influenciaram a doçaria regional de Beja e do Alentejo em geral. No entanto, o nome original destes doces era Queijadinhas de Hóstia.

A utilização da obreia, com a qual se fabricam as hóstias, é comum nos doces de origem conventual. Embora não se consiga estabelecer a data de criação destes bolos, é pública a distinção feita, na década de 70 do séc. XX, num concurso realizado pela Radiotelevisão Portuguesa e pelo Secretariado Nacional de Informação.

Embora com uma aparência delicada, estes doces são autênticas bombas de deleite – pequenos, com a base e o topo formados por rodelas de hóstias, são recheados com doce de ovos que lhes conferem uma tonalidade amarela na parte central. Experimente e delicie-se!…

Ingredientes:

  • 18 gemas
  • 2 claras
  • 200 ml de água
  • 250 g de amêndoa pelada e moída
  • 500 g de açúcar
  • ovos-moles p/ o recheio

Confeção:

Misture as gemas com as claras.

Leve o açúcar e a água ao lume, deixando a ferver até fazer ponto de pasta forte.

Junte a amêndoa à calda de açúcar. Retire, por momentos, do calor e adicione os ovos batidos.

Leve de novo a lume brando para engrossar, até ser possível observar o fundo do tacho. Deixe arrefecer completamente.

Com um cálice de vinho, corte a obreia em rodelas.

Estando a massa de amêndoa bem fria, molde com ela uns rolos que disporá sobre a obreia, formando argolas. Recheie depois as argolas de massa com ovos-moles e tape com uma rodela de hóstia.

Foguetes de Amarante

Os foguetes de Amarante são uns famosos doces regionais, de origem conventual, à base de ovos-moles e amêndoa, enrolados em hóstia e passados numa calda de açúcar.