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Trança de Maçã com Glacê

Esta receita desperta os nossos sentidos pelo seu aspeto elegante, aroma intenso a maçã e canela e um sabor inconfundivelmente bom. O trançado parece demasiado complicado, mas é super simples de fazer.

Ingredientes:

Para a massa
  • ½ chávena de açúcar
  • 1 chávena de farinha de trigo
  • 1 colher (café) de sal
  • 15 g de fermento
  • 150 ml de leite
  • 50 g de margarina
  • 1 ovo p/ pincelar
Para o recheio
  • 1 colher (chá) de canela
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 2 maçãs
Para o creme
  • 1 chávena (chá) de leite
  • 1 gema
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho
  • gotas de baunilha p/ aromatizar
Para o glacê
  • ½ chávena de açúcar em pó
  • 2 colheres (sopa) de leite

Confeção:

Comece por misturar o fermen­to, o leite, a farinha e 1 colher de sopa de açúcar. Vá acrescentando os restantes ingredientes e deixe a massa levedar.

Para fazer o creme, bata bem todos os ingredientes e leve ao lume, mexendo sempre até engrossar. Reserve.

Abra a massa em retângulo e coloque o creme no centro. Sobre ele, coloque as maçãs, cortadas em cubos e envoltas com o açúcar e canela.

Com uma faca, faça cortes nos lados da massa e vá fechando, de forma a formar uma trança.

Ponha numa forma polvilhada e pincele com o ovo batido. Deixe descansar durante 15 minutos e leve a cozer em forno quente, até dourar.

Quando a trança estiver pronta, retire do forno e cubra com o glacê.

Dica:

Poderá substituir o glacê por açúcar em pó.

Sugestão:

Aproveite a clara que sobrou como pretexto para preparar o Bolo de Café com Nozes, que é uma verdadeira delícia.

Zamacóis (Oliveira de Azeméis)

Estes bolos são uma referência na doçaria regionais de Oliveira de Azeméis, cidade pertencente ao distrito de Aveiro. Cobertos com um delicado glacê, são uma espécie de cavacas muito enfoladas, sendo verdadeiramente deliciosos.

Há uns anos atrás era comum ver nas ruas da cidade, doceiras com cestas a apregoar e vender afamados doces regionais de Oliveira de Azeméis, entre os quais se encontravam os Zamacóis. A receita terá sido deixada, no século XVIII, por uma célebre cantora de zarzuela (género lírico-dramático espanhol, que consiste na conciliação da representação de cenas, faladas e cantadas, com danças).

Ingredientes:

Para a massa
  • 250 g de farinha de trigo
  • 60 g de açúcar
  • 60 g de manteiga
  • 9 gemas
  • sal e azeite q.b.
Para a cobertura
  • 150 ml de água
  • 3 claras
  • 425 g de açúcar

Confeção:

Pré-aqueça o forno a 180º C.

Para a massa, peneire a farinha, com um pouco de sal, para um recipiente largo.

Acrescente o açúcar, também peneirado, e manteiga derretida.

Misture bem e adicione as gemas, uma a uma.

Divida o preparado por formas de queques, previamente untadas com a manteiga e polvilhadas com a farinha.

Leve ao forno durante 20 minutos. Retire e deixe arrefecer os zamacóis.

Entretanto, prepare o glacê da cobertura. Deixe ferver 300 g de açúcar com a água até obter uma calda em ponto de espadana (ao mergulhar uma colher na calda, esta escorre em fitas largas, com o aspeto de lâmina).

Bata as claras em castelo, junte-lhes o restante açúcar e volte a bater muito bem até obter um merengue.

Acrescente a calda de açúcar, envolvendo-a bem, mas delicadamente, a fim de não danificar a estrutura das claras.

Desenforme os zamacóis, cubra-os com o glacê e deixe arrefecer.

Pastéis da Abrunheira

A doçaria tradicional portuguesa é feita de saberes e sabores que se juntam para dar origem a verdadeiras tentações. Tal é o caso destes deliciosos pastéis, à base de amêndoa.

Ingredientes:

Para a massa
  • 250 g de farinha de trigo
  • 70 g de banha
  • água morna
  • sal q.b.
Para o recheio
  • 1 colher (sobremesa) de manteiga
  • 100 g de amêndoa
  • 2 claras
  • 350 g de açúcar
  • 8 gemas
  • água e canela q.b.

Confeção:

 

Amasse muito levemente todos os ingredientes para a massa. Deixe descansar durante alguns minutos.

Estenda a massa com um rolo, sobre uma superfície polvilhada, deixando-a o mais fina possível.

Salpique forminhas individuais com água e forre-as com a massa, calcando-a bem contra as paredes e fundo. Reserve.

Para o recheio, coloque o açúcar num tacho e cubra-o com água. Leve ao lume e ferva até obter ponto de pérola (a calda é espessa e, ao mergulhar nela uma escumadeira, corre em fio, ficando uma gota suspensa na extremidade, como se fosse uma pérola).

Adicione a amêndoa, pelada e passada, e ferva novamente. Retire.

Misture as gemas com as claras, a canela e a manteiga, envolvendo-as depois na calda.

Encha as formas com o recheio e leve ao forno, pré-aquecido a 170º C, durante 25 minutos.

Retire os pastéis e sirva-os mornos ou frios.

Sugestão:

Aproveite as claras restantes preparando os tradicionais Esses de Peniche (receita AQUI).

Bolo do Caco (Madeira)

O bolo do caco é um pão de trigo típico do arquipélago da Madeira. Embora não se tratando propriamente de um doce, esta é uma das receitas tradicionais portuguesas que merece destaque neste espaço.

Pode ser consumido como entrada, acompanhamento ou mesmo como iguaria principal. Normalmente, é barrado com manteiga de alho a derreter, doces ou compotas, podendo também ser a base de uma sandes.

Ingredientes:

  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 150 ml de água + q.b. p/ cozer as batatas-doces
  • 25 g de fermento de padeiro
  • 750 g de batata-doce

Confeção:

Descasque as batatas, leve-as a cozer em água e reduza-as a puré.

Desfaça o fermento na água e acrescente o sal.

Coloque a farinha numa superfície limpa, abra um buraco no meio e deite nele a batata-doce e o fermento. Deixe a massa fermentar durante 2 a 3 horas.

Quando a massa de pão estiver lêveda, divida-a em bolas e achate-as (numa superfície polvilhada com farinha) de modo a formar uma bolacha com a espessura de 3 cm e aproximadamente um palmo de diâmetro.

Coloque as bolachas no caco (frigideira de pedra mole) ou numa chapa bem quente e deixe cozer até ganhar uma crosta fina, mas ligeiramente queimada. Vire-as e deixe cozer igualmente do outro lado. Depois, rode os bolos do caco, já cozidos, de modo a alourar também os bordos.

Bolachas de Cerveja

Estas bolachas, de confeção simples, são muito estaladiças, leves e saborosas, sem se tornarem demasiado doces.

São muito comuns na região da Covilhã, encontrando-se geralmente à venda nas pastelarias locais como um doce regional. No entanto, são conhecidas de norte a sul de Portugal.

Ingredientes:

(para cerca de 60 bolachas)
  • 1 pitada de sal
  • 150 ml de cerveja
  • 200 g de manteiga sem sal
  • 500 g de farinha de trigo
  • açúcar q.b.

Confeção do Modo Tradicional:

Junte a cerveja, a manteiga derretida.

Pouco a pouco, vá juntando a farinha com o sal, até a massa ficar moldável.

Estenda a massa, de forma a ficar com uma espessura muito fina, numa superfície dura e plana, polvilhada com açúcar.

Corte as bolachas com um cortador a gosto (pode usar um copo pequeno se gostar do formato tradicional de bolacha ou fazê-las em tiras, como é muito comum verem-se).

Cubra toda a superfície das bolachas com açúcar e disponha-as num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, até estarem loirinhas (10 a 15 minutos).

Preparação na Bimby:

Ligue o forno a 180º C.

Coloque a cerveja e a manteiga no copo da Bimby e programe 15 segundos, velocidade 6.

Junte a farinha e o sal e programe 30 segundos, velocidade 6.

Retire a massa do copo e amasse um pouco com a mão (a massa fica com uma consistência elástica).

Polvilhe uma superfície com açúcar e estenda a massa com um rolo até ficar com uma espessura muito fina. Vire a massa e proceda de igual modo.

Com o copo medidor da Bimby, recorte as bolachas (se preferir, pode dar-lhes o formato retangular, muito usual nas bolachas de cerveja).

Disponha as bolachas num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno cerca de 10 a 15 minutos, até as bolachas dourarem.

Nota:

O tabuleiro não precisa ser untado e, como as bolachas são mais finas, cozem depressa.