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Zamacóis (Oliveira de Azeméis)

Estes bolos são uma referência na doçaria regionais de Oliveira de Azeméis, cidade pertencente ao distrito de Aveiro. Cobertos com um delicado glacê, são uma espécie de cavacas muito enfoladas, sendo verdadeiramente deliciosos.

Há uns anos atrás era comum ver nas ruas da cidade, doceiras com cestas a apregoar e vender afamados doces regionais de Oliveira de Azeméis, entre os quais se encontravam os Zamacóis. A receita terá sido deixada, no século XVIII, por uma célebre cantora de zarzuela (género lírico-dramático espanhol, que consiste na conciliação da representação de cenas, faladas e cantadas, com danças).

Ingredientes:

Para a massa
  • 250 g de farinha de trigo
  • 60 g de açúcar
  • 60 g de manteiga
  • 9 gemas
  • sal e azeite q.b.
Para a cobertura
  • 150 ml de água
  • 3 claras
  • 425 g de açúcar

Confeção:

Pré-aqueça o forno a 180º C.

Para a massa, peneire a farinha, com um pouco de sal, para um recipiente largo.

Acrescente o açúcar, também peneirado, e manteiga derretida.

Misture bem e adicione as gemas, uma a uma.

Divida o preparado por formas de queques, previamente untadas com a manteiga e polvilhadas com a farinha.

Leve ao forno durante 20 minutos. Retire e deixe arrefecer os zamacóis.

Entretanto, prepare o glacê da cobertura. Deixe ferver 300 g de açúcar com a água até obter uma calda em ponto de espadana (ao mergulhar uma colher na calda, esta escorre em fitas largas, com o aspeto de lâmina).

Bata as claras em castelo, junte-lhes o restante açúcar e volte a bater muito bem até obter um merengue.

Acrescente a calda de açúcar, envolvendo-a bem, mas delicadamente, a fim de não danificar a estrutura das claras.

Desenforme os zamacóis, cubra-os com o glacê e deixe arrefecer.

Raivas (Aveiro)

Aveiro é uma cidade famosa pela beleza natural da sua ria e pelos doces conventuais, dos quais se destacam os Ovos-moles. No entanto, existem outras receitas afamadas da região, como estes biscoitos de manteiga, muito saborosos e crocantes, que dão pelo nome de Raivas.

De origem conventual, estes biscoitos são um clássico da doçaria portuguesa com mais de duzentos anos, embora a origem aveirense seja desconhecida pela grande parte das pessoas. A receita é de confeção simples, à base de açúcar, manteiga, ovos e farinha, mas a originalidade do seu formato, a lembrar uma flor desajeitada, é um pouco complexa. Aliás, o nome estará mesmo associado à dificuldade em conseguir dar-lhe forma — é tão morosa e minuciosa que chaga a “dar raiva”.

Desde que bem acondicionados, em frascos ou caixas de tampa hermética, podem ser conservados durante muito tempo (1 mês).

Ingredientes:

(para cerca de 20 biscoitos)
  • 1 colher (café) de canela (opcional)
  • 100 g de açúcar
  • 250 g de farinha de trigo
  • 3 ovos
  • 75 g de manteiga

Confeção do modo Tradicional:

Misture o açúcar com a manteiga e bata bem.

Acrescente os ovos, um a um, batendo entre cada adição.

Por fim, junte a farinha, peneirada com a canela.

Deixe repousar no frigorifico 1 a 2 horas.

Molde a massa com a ajuda de farinha, em rolinhos compridos muito fininhos. Com eles, desenhe sobre o tabuleiro, untado e polvilhado com farinha, uns biscoitos arredondados, de forma irregular, tendo o cuidado de deixar espaço entre as voltas do padrão para o biscoito cozer bem e ficar mais estaladiço.

Leve ao forno, pré-aquecido a 180° C, até dourarem (10 a 15 minutos).

Deixe os biscoitos arrefecerem e retire-os com uma espátula.

Preparação na Bimby:

Coloque no copo  açúcar e a manteiga e programe 30 seg/ vel 3.

Adicione os ovos e programe 20 seg/ vel 6.

Junte a farinha e a canela e programe 10 seg/ vel 6.

Deixe repousar no frigorifico 1 a 2 horas.

Molde a massa com a ajuda de farinha, em rolinhos compridos muito fininhos. Com eles, desenhe sobre o tabuleiro, untado e polvilhado com farinha, uns biscoitos arredondados, de forma irregular, tendo o cuidado de deixar espaço entre as voltas do padrão para o biscoito cozer bem e ficar mais estaladiço.

Leve ao forno, pré-aquecido a 180° C, até dourarem (10 a 15 minutos).

Deixe os biscoitos arrefecerem e retire-os com uma espátula.

Ovos-moles (Aveiro)

Os ovos-moles de Aveiro são doces regionais típicos daquela cidade. Trata-se de uma receita feita à base de ovos e de açúcar, herdada da doçaria conventual, sendo originalmente confecionada pelas freiras dos vários conventos existentes na região até ao século XIX – dominicanas, franciscanas e carmelitas. A partir de então, a receita tradicional foi sendo difundida de geração em geração, pelas senhoras instruídas nesses conventos.

Os ovos-moles podem ser saboreados como sobremesa, guloseima ou mesmo oferecidos como lembrança da região de Aveiro. A massa, embora consistente, é muito cremosa e obtida exclusivamente através de açúcar em ponto e gemas.

Ingredientes:

(24 unidades)
  • 12 gemas
  • 12 colheres (sopa) de açúcar
  • 12 colheres (sopa) de água
  • 4 folhas de hóstia com moldes
  • claras p/ selar as folhas

Confeção:

Coloque as as gemas, o açúcar e a água num tacho e leve ao lume, mexendo sempre até o creme espessar. Deixe arrefecer.

Deite pequenas porções do creme de ovos, já frio, em 2 folhas de hóstia (deixe um pouco de creme para barrar as outras folhas). Com uma faca, espalhe bem o creme, de forma a preencher os espaços entre os moldes.

Barre os moldes das outras folhas de hóstia e coloque-as por cima das anteriores.

Recorte os moldes de hóstia já cheios.

Molhe os dedos polegar e indicador em clara para unir bem as bordas. Corte as aparas dos moldes e terá prontos os seus ovos-moles de Aveiro.

Nota:

No geral, para cada gema, deve colocar 1 colher (sopa) de açúcar e outra de água. Ajuste as quantidades com base no número de gemas utilizadas.

Sabia que…

Desde a implantação da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a venda de ovos-moles na paragem dos comboios da estação de Aveiro, por mulheres vestidas com trajes regionais. O doce é tradicionalmente comercializado em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia, moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos a dar mais consistência.

Sugestão:

Aproveite as claras para fazer outra deliciosa iguaria da doçaria regional portuguesa – os Amores de Azeitão.

Bilharacos de Abóbora com Frutos Secos (Aveiro)

Os bilharacos, também chamado de bilharecos, são doces tradicionais de Natal, típicos de Aveiro. Na região de Coimbra, estes fritos natalícios, com a massa feita à base de abóbora, são conhecidos como belhoses.

Ingredientes:

  • 1 abóbora amarela
  • 3 colheres de açúcar
  • 3 colheres de farinha
  • 5 ovos
  • noz picada q.b
  • pinhão picado q.b
  • suco e raspa de laranja q.b
  • vinho do Porto q.b.
  • açúcar e canela q.b.

Confeção:

Coza a abóbora na véspera e deixe-a escorrer para retirar o máximo de água.

Desfaça a abóbora até ficar num polme e junte a farinha, o açúcar, os ovos, o vinho do Porto, o suco e a raspa de laranja, as nozes e os pinhões. Mexa tudo muito bem.

Frite os bilharacos às colheradas em óleo bem quente.

Ponha-os a escorrer em papel absorvente e depois passe-os por açúcar e canela.