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Pingos de Tocha (Amarante)

Os Pingos de Tocha são um doce conventual confecionado à base de fios de ovos e açúcar, sendo a receita original do Mosteiro de Santa Clara de Amarante. Também deste mosteiro saíram outras receitas conventuais deliciosas como as Lérias e os Foguetes de Amarante. O seu aspeto tentador e doçura acentuada deram-lhes a fama que ainda hoje têm aquém e além fronteiras de Portugal.

Ingredientes:

  • 1 kg de fios de ovos
  • 330 ml de água
  • 750 g de açúcar em pó
  • sumo de 1 limão

Confeção:

Numa tigela, deite o açúcar, a água e o sumo de limão, mexendo com colher de pau até obter um preparado consistente que se agarra à colher quando a levanta. Dependendo da consistência da calda, consoante esteja muito mole ou muito rija, adicione-lhe mais um pouco de água ou açúcar em pó até atingir o ponto desejado.

Sobre uma superfície limpa, suspenda pedaços de fios de ovos em pauzinhos.

Leve a calda ao lume até ficar quase derretida e, aos poucos, deite-a sobre osfios de ovos, de modo a que escorra e se entranhe pelo meio deles.

À medida que o açúcar for ficando seguro, vá regando com mais calda até esgotar os ingredientes.

Deixe secar 1 ou 2 horas e depois disponha os pingos num prato de serviço.

NOTA:
Ajuste as quantidades de acordo com o que necessitar.

Foguetes de Amarante

Os foguetes de Amarante são uns famosos doces regionais, de origem conventual, à base de ovos-moles e amêndoa, enrolados em hóstia e passados numa calda de açúcar.

Brisas do Tâmega (Amarante)

As brisas do Tâmega são doces regionais de Amarante, provenientes da doçaria conventual, com a forma de barquinhos, recheados de doce de ovos e miolo de amêndoa. As brisas foram criadas pelas clarissas do antigo Real Convento de Santa Clara, mas as Invasões Francesas obrigaram à retirada das freiras e à rápida difusão da receita pelas famílias da vila e pelas lojas junto ao rio.

Em Amarante, diz-se que a doçaria conventual nascida nessa região (brisas do Tâmega, papos de anjo, foguetes e lérias) rivalizam em fama com o convento e a ponte, marcos turísticos da vila.

Hoje em dia, adquirem-se as formas de barquinhos de baunilha que se enchem com o recheio, o que simplifica a confeção.

Ingredientes:

Para o recheio
  • 12 gemas
  • 1 cálice de vinho do Porto
  • 300 g de miolo de amêndoa
  • 300 ml de água
  • 500 g de açúcar
Para envolver
  • 24 barcos de bolacha

Confeção:

Ferva o açúcar com a água, até atingir o ponto de pérola (quando se levanta a colher, corre um fio espesso, ficando uma gota suspensa na extremidade).

Misture as gemas, batidas e coadas por um passador de rede fina, com o miolo da amêndoa moído e o vinho do Porto.

Leve a lume brando, mexendo sempre até engrossar. Retire e deixe arrefecer um pouco.

Encha os barquinhos com o recheio até cerca de ¾ da sua capacidade e, por cima, deite a calda de açúcar.

Sugestão:

Para aproveitar as claras, prepare um delicioso Pudim Molotov.

Lérias (Amarante)

Os doces mais conhecidos de Amarante são de origem conventual. As lérias, à semelhança dos foguetes de Amarante, os papos de anjo e outras deliciosas receitas provêm do Convento de Santa Clara.

As lérias são feitas à base de amêndoa e  açúcar escuro, cortadas em rodelas grossas que vão ao forno e são passadas em calda de açúcar. A sua doçura, assim como o aspeto atraente e singular, tornaram-nas num doce conhecido e muito apreciado.

Ingredientes:

Para as lérias
  • 100 ml de água morna
  • 500 g de açúcar escuro
  • 500 g de amêndoas peladas e raladas
Para a calda
  • 100 g de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de água

Confeção:

Amasse bem todos os ingredientes das lérias com a água morna.

Depois de bem amassado, deixe o preparado descansar um pouco.

Com as mãos enfarinhadas, faça rolos e corte-os em rodelas grossas, que depois espalma com a mão.

Disponha as lérias num tabuleiro polvilhado de farinha e leve a cozer, em forno pré-aquecido a 180º C, cerca de 15 minutos.

Quando retirar do forno, deixe as lérias arrefecerem antes de as soltar do tabuleiro.

Para a calda, leve o açúcar e a água ao lume até atingir o ponto de espadana (a calda escorre da colher em fitas largas, com o aspeto de lâmina).

No final, passe as lérias pela calda e deixe-as secar em redes. Sirva-as ou guarde-as em caixas hermeticamente fechadas.

Bolos de S. Gonçalo (Amarante)

Amarante tem uma doçaria é diversificada e riquíssima, sendo a doçaria conventual uma referência nas receitas desta região, onde há um culto particular a S. Gonçalo, o santo padroeiro do concelho. Estes bolos, também conhecidos como S. Gonçalinhos, são exemplo disso mesmo.

Depois de prontos, os bolos, de aspeto delicado e apelativo, ficam com um formato semelhante às Brisas do Lis e com uma cor amarela viva, graças à quantidade de ovos empregue.

Ingredientes:

  • 1 cálice de licor a gosto
  • 2 g de fermento em pó
  • 12 ovos (claras e gemas separadas)
  • 450 g de açúcar
  • 450 g de farinha de trigo
  • 400 g de manteiga
  • açúcar em pó p/ polvilhar

Confeção:

Bata bem a manteiga com o açúcar e, em seguida, misture as gemas.

Envolva as claras, batidas em castelo firme.

Acrescente o licor e, por fim, a farinha, previamente misturada com o fermento.

Deite a massa em formas de queques untadas e leve a cozer, em forno moderado, cerca de 20-25 minutos. Faça o teste do palito para verificar a cozedura.

Depois de prontos, desenforme os bolos de S. Gonçalo e polvilhe-os com açúcar em pó.

Foto da “Doçaria Mário”, cortesia do TripAdvisor.