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Pinhoada (Alcácer do Sal)

A pinhoada é um doce muito comum nas feiras, sendo confecionado à base de pinhões e mel ou açúcar. O nome deriva exatamente do facto de o pinhão estar na base da receita.

Embora sendo amplamente conhecida em Portugal, esta guloseima é mais uma deliciosa receita da doçaria tradicional do Alentejo, sendo um doce típico de Alcácer do Sal, uma das regiões de Portugal com maior produção de pinhão. A proliferação do doce pelo país talvez se tenha devido ao facto de Alcácer do Sal ser um importante nó rodoviário do sul de Portugal; sendo a pinhoada um doce popular, ao ser vendido aos viajantes de passagem, rapidamente se tornou conhecido e afamado em todo o país.

Ingredientes:

  • 200 ml de mel
  • 200 g de miolo de pinhão
  • óleo de amêndoas doces q.b.

Confeção:

Torre ligeiramente os pinhões no forno, espalhe-os sobre uma superfície lisa e deixe arrefecer.

Leve o mel ao lume e deixe ferver, durante 2 minutos, em lume brando.

Junte os pinhões e deixe ferver mais 2 minutos.

Retire do lume e, com uma colher, disponha montinhos de pinhoada sobre uma superfície lisa, previamente untada com um pouco de óleo de amêndoa doce.

Estenda com um rolo de cozinha para formar uma camada uniforme.

Quando a pinhoada estiver fria, corte-a em pedaços com uma faca aquecida. Coloque sobre papel vegetal ou celofane e envolva.

Foto: www.alentejolitoral.pt

Doce de Família (Estremoz)

Este doce é típico de Arcos, no concelho de Estremoz, Alentejo. Trata-se de uma sobremesa deliciosa, feita em camadas, começando por um doce de ovos que vai ao forno e é regado com calda de açúcar; por cima desta, são deitados ovos-moles e a cobertura é feita com açúcar queimado.

Uma receita perfeita para uma ocasião festiva ou para finalizar uma refeição em família, com sabores tradicionais do Alentejo.

Ingredientes:

Para o doce
  • 10 gemas
  • 5 claras
Para a calda
  • 200 ml de água
  • 300 g de açúcar
Para os ovos-moles
  • 100 ml de água
  • 125 g de açúcar
  • 5 gemas
Para a cobertura
  • 50 g de açúcar queimado

 Confeção:

Bata as gemas durante 15 minutos com a colher de pau.

Misture as claras em castelo e deite o preparado num tabuleiro (21 x 30 cm), untado e forrado com papel vegetal, também untado.

Leve a cozer em forno moderado.

Desenforme o doce em quente e ensope-o com uma calda em ponto de fio.

Para os ovos-moles, levar a água ao lume com o açúcar e deixe ferver cerca de 30 segundos. Retire.

Mexa muito bem as gemas e, com um passador, misture-as lentamente na calda, mexendo sempre com uma vara de arames.

Leve ao lume e mexa lentamente com colher de pau, em movimentos retilíneos, até ficar com a consistência desejada.

Cubra o doce com os ovos-moles e, por cima destes, deite o açúcar queimado, às colheradas. Alise rapidamente a superfície.

Com um ferro quente, queime o açúcar em diferentes sítios.

Ovos-moles Escuros (Estremoz)

A doçaria conventual portuguesa deixou-nos riquíssimas sobremesas, em que é usada uma quantidade generosa de ovos, açúcar e, em muitas receitas, também a amêndoa. Os ovos-moles são desses doces que fazem as nossas delícias e que trazem em si os sabores típicos de um bom doce conventual.

Esta receita de Estremoz caracteriza-se pela diferença de texturas dos ovos-moles – uma delas cremosa e suave, como estamos habituados, e uma outra que é escurecida, apresentando uma consistência seca. Mais uma deliciosa receita do Alentejo que vale a pena saborear…

Ingredientes:

  • 20 gemas
  • 40 ml de água
  • 80 g de açúcar

Confeção:

Leve o açúcar ao lume com a água até atingir o ponto de pérola (quando correr um fio de calda espesso, ficando uma gota suspensa no limite).

Retire a calda do calor, deixe arrefecer e junte as gemas batidas.

Leve de novo ao lume, mexendo sempre, até fazer estrada (ao passar a colher, vê-se o fundo da panela).

Deite metade do doce numa travessa ou em taças individuais. Reserve.

Leve os restantes ovos-moles de novo ao lume, mexendo sempre, para escurecerem e granularem. Retire os ovos-moles secos e coloque-os, nas taças, em volta dos que tinha reservado.

Foto adaptada de http://fotos.sapo.pt/sara

Leite Frito de Estremoz

Estes doces fritos, típicos de Estremoz, na região do Alentejo, são muito saborosos e envoltos com os tradicionais açúcar e canela. Uma receita tradicional fácil de preparar, que nos traz os aromas e sabores típicos do Natal, mas que sabe bem em qualquer ocasião.

Ingredientes:

  • 1 limão
  • 1 pau de canela
  • 2 gemas
  • 200 g de açúcar
  • 70 g de farinha + q.b. p/ envolver
  • 750 ml de leite
  • açúcar e canela p/ polvilhar
  • banha p/ fritar

Confeção:

Dissolva a farinha no leite, mexendo bem para que não se formem grumos.

Adicione as gemas, o açúcar, o pau de canela e a raspa do limão. Bata até obter um preparado cremoso.

Leve ao lume, mexendo sempre até engrossar.

Retire o pau de canela e deite a massa num tabuleiro passado por água fria, deixando arrefecer completamente.

Corte o doce em quadrados, envolva-os em farinha e frite-os em banha.

Retire e escorra sobre papel absorvente. Ainda quentes, polvilhe os bolinhos com açúcar e canela.

Doce Dourado de Borba

O Alentejo é riquíssimo em termos de património gastronómico, sendo uma das regiões de Portugal em que a doçaria conventual deixou um maior legado. O doce dourado é um dos doces conventuais que tem maior impacto na doçaria portuguesa, sendo a de Borba e a do Peso da Régua as mais afamadas.

Feito à base de amêndoa, pão, gemas e açúcar, o Doce Dourado é uma presença garantida à mesa na casa de muitas famílias portuguesas, durante as celebrações do Natal fim de ano.

Confeção:

  • 10 gemas
  • 100 g de miolo de amêndoa pelada e pisada
  • 250 g de água
  • 250 g de miolo de pão
  • 500 g de açúcar
  • canela p/polvilhar

Confeção:

Leve o açúcar com a água ao lume e, assim que atingir o ponto de pérola, junte o miolo de pão ralado.

Quando o pão estiver desfeito, adiciona-se a amêndoa pelada e moída.

Retire o preparado do lume, deixe arrefecer e misture as gemas, previamente batidas. Leve de novo ao lume para cozer.

Deite o doce numa travessa e polvilhe com canela.