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Bolinhos de Abóbora do Convento de Odivelas

Estes bolinhos, de origem conventual, são típicos de Odivelas, na região da Grande Lisboa, de onde nos vêm outras receitas deliciosas e afamadas como a Marmelada Branca.

Feitos à base de abóbora, açúcar, coco e ovos, são fáceis de preparar e ótimos para saborear a qualquer hora.

Ingredientes:

(para ± 15 bolinhos)
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 200 g de açúcar
  • 4 ovos
  • 400 g de abóbora
  • 60 g de coco ralado
  • 70 g de farinha de trigo
  • açúcar em pó p/ polvilhar

Confeção do modo Tradicional:

Coloque a água numa panela e coza nela a abóbora.

Coe a água e reserve a abóbora.

Retire 130 ml da água da cozedura, junte o açúcar e leve ao lume até levantar fervura.

Adicione a abóbora e deixe apurar um pouco.

Passe o preparado com a varinha mágica e acrescente o coco.

Mantenha alguns minutos ao lume, a temperatura moderada.

Retire do calor e deixe arrefecer um pouco.

Ligue o forno a 180º C.

Adicione os ovos ao preparado e misture.

Junte a farinha e o fermento, envolvendo bem, até obter uma massa homogénea.

Coloque formas de papel nas formas dos queques e deite nelas a massa.

Leve ao forno cerca de 20/25 minutos.

Deixe arrefecer os bolinhos e polvilhe-os com açúcar em pó.

Preparação na Bimby:

Coloque no copo a água e o cesto com a abóbora e programe 20 min/ Varoma/ vel 2.

Retire e reserve a água da cozedura.

Coloque no copo 130 g da água reservada, o açúcar e programe 20 min/ Varoma/ vel 1.

Adicione a abóbora, programe 30 segundos e triture, progressivamente, até à velocidade 7.

Acrescente o coco e programe 5 min/ 100º C/ vel 2.

Retire o copo da base da Bimby e deixe arrefecer até aos 60º C.

Ligue o forno a 180º C.

Adicione os ovos e misture 1 min/ vel 2.

Junte a farinha e o fermento e programe 20 seg/ vel 3.

Coloque formas de papel nas formas dos queques e deite nelas a massa.

Leve ao forno cerca de 20/25 minutos.

Deixe arrefecer os bolinhos de abóbora e polvilhe-os com açúcar em pó.

Nota:

Se usar abóbora congelada, deixe-a descongelar, escorra bem e só então proceda à pesagem.

 

Creme Brulée de Abóbora

Este creme brulée de abóbora, com natas, noz-moscada e canela, é uma receita apetecível e surpreendentemente simples de fazer. Envolvente desde o estalar da cobertura caramelizada até à última colherada, esta sobremesa faz um final esplêndido de qualquer refeição.

Ingredientes:

  • 1 colher (chá) de canela
  • 1 pitada de noz-moscada moída
  • 1 pitada de sal fino
  • 250 g de açúcar
  • 500 g de abóbora cozida e bem escorrida
  • 600 g de natas p/ bater
  • 7 gemas

Confeção:

Ligue o forno a 180º C.

Bata muito bem as gemas com metade do açúcar até obter um creme espumoso.

Junte as natas, a canela, a noz-moscada, a abóbora (reduzida a puré) e o sal.

Deite o creme em taças e leve ao forno cerca de 30 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer.

Coloque as taças no frigorífico durante 2 a 3 horas.

No momento de servir, polvilhe o açúcar restante sobre o creme e deixe caramelizar debaixo do gratinador do forno durante alguns minutos.

SUGESTÃO:

Aproveite as claras que restaram da preparação do creme brulée para fazer os delicados e deliciosos Biscoitos Cobertos com Chocolate e Chantilly (receita AQUI).

Pudim de Abóbora com Coco e Baunilha

Com a abóbora, fazem-se excelentes receitas, sejam elas doces ou salgadas. Este pudim, com coco ralado, amido de milho e essência de baunilha é um belo exemplo disso, fazendo da sobremesa um momento memorável.

Ingredientes:

Para o pudim
  • 1 colher (sopa) de amido de milho
  • 1 pau de canela
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 4 gotas de essência de baunilha
  • 400 g de açúcar
  • 5 ovos
  • 50 g de coco ralado
  • 600 g de abóbora limpa
Para o caramelo
  • ¼ de limão espremido
  • 100 ml de água
  • 200 g de açúcar

Confeção:

Coza a abóbora com o pau de canela num pouco de água.

Prepare o caramelo, levando ao lume todos os ingredientes, e barre com ele uma forma de chaminé.

Depois da abóbora cozida, retire o pau de canela, escorra muito bem e passe-a.

Junte ao polme da abóbora o açúcar, misturado com o amido de milho e o coco ralado, envolvendo bem.

Acrescente os ovos, a manteiga derretida e a essência de baunilha. Mexa muito bem.

Deite o preparado na forma caramelizada e leve ao forno, a cozer em banho-maria, cerca de 50 minutos (convém verificar).

Depois de cozido, retire o pudim do forno, deixe arrefecer e desenforme

Queijadinhas de Abóbora (Trás-os-Montes)

As queijadinhas de abóbora (ou de calondro) integram a doçaria tradicional de Trás-os-Montes. A simplicidade dos ingredientes e da confeção convidam-nos a experimentar a receita.

Ingredientes:

Para o doce de abóbora
  • 1 pau de canela
  • 1 abóbora menina
  • açúcar q.b.
  • casca de laranja q.b.
  • nozes ou amêndoas picadas (opcional)
Para as queijadinhas
  • 10 gemas
  • 2 chávenas de doce de abóbora
  • cerejas cristalizadas (opcional)

Confeção:

Comece por preparar o doce, podendo juntar-lhe nozes ou amêndoas picadas.

Descasque e limpe a abóbora e corte-a aos quadradinhos. Meça-a com uma chávena de chá, sendo que a cada chávena de abóbora equivalerá ½ chávena de açúcar.

Leve o açúcar ao lume com um pouco de água, o pau de canela e a casca de laranja. Deixe ferver até obter ponto de pérola (quando a calda, ao cair, formar um fio ligeiramente preso, com uma bola na extremidade semelhante a uma pérola). Querendo, adicione amêndoas ou nozes picadas.

Junte a abóbora e deixe ferver até que esta se apresente transparente e a calda novamente em ponto de pérola.

Adicione as gemas ao doce de abóbora, misturando muito bem.

Distribua o preparado por formas de queques muito bem untadas com manteiga e leve a cozer em forno moderadamente quente.

Desenforme as queijadas e coloque-as em formas de papel frisado.

Se desejar e/ou gostar, enfeite cada queijadinha com meia cereja.

Dica:

Conserve o doce que não usou na receita em frascos tapados com papel celofane.

Sugestão:

Aproveite as claras para fazer Merengues de Chocolate e Avelã (receita AQUI).

Origem e confeção do «Pau de Abóbora»

Este doce, também designado Abóbora Coberta, tem como base a confeição da abóbora (coação lenta, a uma temperatura relativamente baixa), e advém de uma antiga tradição, baseada na economia doméstica de subsistência e aproveitamento dos recursos naturais.

A abóbora coberta é feita a partir de abóbora-porqueira, também chamada de carneira ou calondro, apresentando-se sob a forma de paus com cerca de 3 cm de largura por 2 cm de espessura e com comprimento entre 15 a 20 cm. O seu peso varia entre 200 e 300 gramas, sendo que os paus têm uma cor verde-clara, transparente.

É consumida a qualquer altura, sempre que apetece uma guloseima. Para além disso, é usada na confeção de uma grande parte dos bolos que levam nos seus ingredientes frutos secos e confeitados.

Ingredientes:

  • 1 abóbora-porqueira
  • açúcar e água q.b. p/ a calda

Confeção:

Parta a abóbora, corte-a às fatias e limpe de todos os veios e sementes.

Ponha a abóbora numa salmoura (solução de água saturada de sal) durante vários dias, mudando-a duas vezes ao dia. A operação de mexer a abóbora tem de ser feita com colher de pau para não oxidar. Retire a abóbora da salmoura à medida que for necessário fazê-lo, lave-a, coza-a e, em seguida, mergulhe-a em calda de açúcar a ferver.

Repita esta operação durante 15 dias, ao fim dos quais deve escorrer a calda, e deixar secar.

NOTA:

A abóbora-porqueira é uma variedade muito comum na produção doméstica das zonas rurais, onde é amplamente usada como alimento para os animais. No entanto, também tem diversas utilizações na culinária, tendo as receitas sido criadas com base no princípio do aproveitamento dos recursos naturais existentes.
Ao contrário das abóboras mais conhecidas, nomeadamente a abóbora-menina, de polpa cor de laranja, a abóbora-porqueira contém uma quantidade muito reduzida de betacaroteno, o que faz com que tenha uma coloração muito mais pálida. Curiosamente, a casca, que pode ser consumida se não for muito dura, contém mais betacaroteno do que a polpa.
Nem sempre é fácil encontrar este tipo de abóbora à venda nos supermercados, sendo geralmente usadas abóboras caseiras (de produção própria, oferecidas ou compradas) para fazer os doces.