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Pudim de Pão do Chefe Ermida

O pudim de pão é uma sobremesa deliciosa, sendo um doce comum no Natal, sobretudo na ceia da consoada. Este pudim tem algumas variantes em termos dos ingredientes utilizados e do modo de confeção, mas mantém sempre a sua textura cremosa.

Ingredientes:

  • 1 colher (chá) de raspa de limão
  • 2 colheres (sopa) de vinho do Porto
  • 250 ml de água
  • 300 g de açúcar
  • 300 g de pão de forma
  • 8 gemas

Confeção:

Ligue o forno a 180º C.

Misture o açúcar e a água e leve ao lume durante 10 minutos. Quando retirar, deixe arrefecer um pouco e junte o pão partido em pequenos pedaços. Acrescente o vinho do Porto e deixe repousar até ficar bem desfeito (10 minutos aproximadamente).

Deite as gemas numa tigela, junte-lhes o preparado anterior, em fio, e mexa bem.

Deite numa forma de pudim previamente untada e leve ao forno, a cozer em banho-maria, durante 10 minutos. Retire quando estiver cozido e deixe arrefecer, ainda em banho-maria.

Desenforme o pudim quando estiver frio e sirva decorado a gosto.

NB: A receita aqui apresentada foi retirada da Dica da Semana, uma publicação das lojas Lidl, e é da autoria do chefe Ermida.

Pudim de S. Benedito

A cozinha portuguesa tem um património riquíssimo da doçaria conventual. Além de serem doces muito ricos em gemas e açúcar, são todos eles muito vistosos e apelativos, sendo, por isso mesmo, presença frequente à mesa em dias festivos e celebrações especiais.

Este pudim, com a particularidade de ser feito à base de batata, é um dos doces conventuais com que nos podemos deliciar em qualquer altura do ano, sendo particularmente apreciado no Natal.

Ingredientes:

  • 1 colher (sopa) de água morna + q.b. p/ a calda
  • 1 pau de canela
  • 10 gemas
  • 185 g de açúcar
  • 2 claras
  • 3 folhas de gelatina branca
  • 6 batatas médias
  • corintos q.b.
  • raspa de 1 limão

Confeção:

Coza as batatas com a casca. Descasque-as depois de cozidas, reduza-as a puré e reserve.

Leve o açúcar ao lume, coberto de água, e deixe ferver até ficar obter uma calda em ponto de espadana (a calda cai da colher com o aspeto de lâmina de uma espada).

Junte o polme de batata à calda de açúcar e mantenha no lume, mexendo sempre, até ficar em ponto de estrada (ao passar uma colher na calda, forma-se uma abertura que deixa ver o fundo do tacho).

Acrescente a raspa de limão e a gelatina, previamente desfeita na água morna.

Deixe o preparado arrefecer um pouco.

Bata as claras em castelo e reserve.

Integre as gemas, previamente batidas, no puré até obter um creme espesso e esbranquiçado.

Junte, delicadamente, as claras em castelo, o pau de canela e, por fim, os corintos.

Deite a mistura numa forma untada com manteiga e leve a cozer em forno moderado.

O pudim deverá ser desenformado no dia seguinte ao da confeção para evitar que se desmanche. Se tiver de o desenformar no próprio dia, mergulhe o fundo da forma em água quente, vire-a sobre o prato de servir e bata levemente para o pudim se manter estruturado.

SUGESTÃO:

Com as claras que sobraram da preparação do pudim beneditino, faça um Bolo de Claras (receita AQUI).

Quem foi São Benedito?

São Benedito, cujo nome significa «abençoado», é o santo protetor dos cozinheiros, dos restaurantes e das donas de casa. Foi chamado de “O Santo Mouro”, por causa de sua cor negra. A sua festa litúrgica é celebrada a 5 de outubro.
Nasceu perto de Messina, na ilha da Sicília, Itália, no ano de 1526. Era descendente de escravos oriundos da Etiópia e aos 18 anos de idade, empolgado com a fé cristã, consagrou-se a Deus.
Aos 21 ingressou na ordem dos franciscanos. Foi para o convento em Santa Maria de Jesus, tendo sido foi designado cozinheiro, uma função comum nos conventos, porém, de grande responsabilidade.
Em 1578, apesar de ser analfabeto, Benedito foi escolhido para ser guardião (título dado ao superior) do mosteiro. Administrou o convento com grande sucesso, tendo adotado uma interpretação rigorosa das regras franciscanas.
Terminado o tempo de serviço como superior, retomou as lides de cozinheiro, ficando felicíssimo por voltar a ter a vida recatada e de recolhimento que objeto de todos os seus desejos.
Foi proclamado Santo em 1807, tendo sido o primeiro negro canonizado na Igreja.

Pudim de Pão com Gila e Fios de Ovos

O pudim de pão é uma sobremesa popular em cozinhas de muitos países. Em Portugal, é comum servir pudim de pão no Natal, sendo também comum na Páscoa.

Existem variadíssimas variantes da receita, mas em todas elas o pão é é combinado pão com deliciosos molhos que podem incluir, entre outros, mel, rum, leite ou até chocolate. Nesta receita, o pudim é enriquecido com gila, fios de ovos, amêndoas e miolo de noz, dando origem a uma sobremesa genuinamente saborosa e intensa.

Ingredientes:

  • 1 colher (café) de fermento em pó
  • 1,5 colher (sopa) de farinha de trigo
  • 110 g de açúcar
  • 120 g de pão duro
  • 180 g de fios de ovos
  • 2 colheres (sopa) de mel
  • 25 g de amêndoa moída
  • 280 g de doce de gila
  • 450 ml de leite
  • 6 ovos
  • 80 g de miolo de noz picado
  • caramelo líquido q.b.
  • raspa de 1 limão

Confeção:

Caramelize uma forma de pudim e reserve.

Ligue o forno a 160° C.

Reti­re a côdea ao pão, corte-o em cubos pequenos e leve ao forno a torrar. Retire o pão torrado e coloque-o num recipiente largo.

Junte os fios de ovos, o doce de gila, o mel e os ovos e envolva bem.

À par­te, misture a farinha com o fermento, o açúcar e o leite e deite sobre o preparado anterior, envolvendo bem.

Junte a raspa de limão, a noz e a amêndoa e misture.

Leve ao forno, cerca de 1h15 m.

Desenforme o pudim de­pois de frio.

Dica:

Caso não goste de gila, use outro doce do seu agrado.

Imagem retirada da Internet

Pudim Molotov

Este pudim, uma das sobremesas mais ilustres da cozinha portuguesa, é feito à base de claras batidas em castelo, sendo também conhecido como Pudim de Claras. É uma receita feita tradicionalmente em ocasiões festivas, como o Natal e a Páscoa, porque é uma excelente forma de se fazer o aproveitamento das claras quando se confeciona o pão de ló.

O pudim é tradicionalmente coberto por doce de ovos (embora haja quem o faça com caramelo), ficando com uma textura e envolvência únicos, conferidos pelas claras batidas e a cremosidade do doce.

Ingredientes:

Para o pudim
  • 12 claras
  • 12 colheres (sopa) de açúcar
  • caramelo liquido q.b.
  • manteiga p/ untar a forma
  • sal q.b.
Para o doce de ovos
  • 6 colheres (sopa) de açúcar
  • 6 gemas
  • água q.b.

Confeção:

Pré-aqueça o forno a 180º C.

Coloque umas pedras de sal nas claras e bata-as até ficarem bem firmes.

Acrescente o açúcar, uma colher de cada vez, batendo sempre.

Junte o caramelo liquido necessário para deixar o preparado com a cor pretendida (tenha cuidado para que o gosto não fique muito muito forte. O ideal será ir colocando o caramelo e provar a mistura à medida que o fizer).

Com a forma previamente untada com manteiga, deite colheradas da massa, evitando deixar buracos, mexendo com a colher. Alise alise bem.

Leve ao forno, em banho-maria, durante o tampo necessário para a cozedura, sem nunca abrir o forno, caso contrário o molotov vai cair. O tempo depende do número de claras – para cada clara usada na receita, equivale 1 minuto de cozedura (12 claras = 12 minutos).

Desligue o forno e deixe o pudim arrefecer lá dentro (no mínimo 20 minutos) sem nunca abrir a porta.

Desenforme depois de completamente frio para evitar que parta.

Para preparar o doce de ovos, leve a ferver o açúcar e um pouco de água, sem mexer com a colher (vá rodando o tacho para envolver). Quando a calda atingir um ponto de caramelo muito claro, deite mais um pouco de água e deixe apurar até fazer ponto de pérola.

Deixe a calda arrefecer e misture as gemas. Leve a engrossar, em lume brando, mexendo sempre e sem deixar ferver, para as gemas não talharem.

Desenforme o pudim quando estiver frio e cubra o Molotov com o doce de ovos.

Dicas para o molotov não baixar:
  1. As claras devem estar à temperatura ambiente quando foram batidas. Se tiver os ovos no frigorífico, deverá retirá-los com antecedência para temperarem.
  2. Bata as claras muito bem as claras em castelo, mesmo depois de colocar o açúcar e o caramelo.
  3. Nunca ponha o molotov no forno sem o ter pré-aquecido.
 Nota:

Além de ser verdadeiramente delicioso, o molotov é uma sobremesa excelente para aproveitar grandes quantidades de claras que sobrem de outras receitas. Poderá ajustar as quantidades aqui indicadas, mantendo a proporção consoante o número de claras usadas. sabendo que para cada clara corresponde 1 colher de açúcar. No entanto, tem de ter em atenção o tamanho da forma, que deve suportar um molotov grande.

Sabia que…

O nome original desta sobremesa é Pudim Malakof, estando relacionado com a guerra da Crimeia, no séc. XIX, altura em que o pudim era sobejamente preparado para aproveitar as claras que sobravam das receitas com muitas gemas, característica típica da doçaria portuguesa. Malakof é o nome de uma fortaleza que protegia a cidade de Sebastopol, na Crimeia e, quando o general Pélissier a tomou, recebeu o título de duque de Malakof. Talvez pela popularidade e influência deste general, o pudim recebeu o seu nome.

No entanto, na sequência da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) a sobremesa veio a receber a designação comum de Molotov. Durante a guerra, o ministro dos Negócios Estangeiros da URSS, Vyacheslav Mikalovich Skriabine, dito Molotov na clandestinidade, notabilizou-se a nível mundial e foi como Molotov que passou a ser conhecido internacionalmente. Provavelmente por confusão com este nome, o povo português passou a designar também esta sobremesa por Pudim Molotov.

SUGESTÃO:

Aproveite as gemas que não foram usadas na receita, preparando Ésses de Peniche – uns biscoitos que pode guardar num pote e ir saboreando ao longo do tempo.

Pudim de Panetone Light

Uma receita saborosa, mas pouco calórica, para saborear na ceia de Natal ou na passagem de ano, aproveitando as sobras de panetone das celebrações natalícias.

Ingredientes:

(para 4 pessoas)
  • 1 colher (sopa) de rum
  • 150 g de panetone light
  • 2 ovos
  • 20 g de açúcar
  • 300 ml de leite magro

Confeção:

Separe as claras das gemas.

Aqueça o leite, sem o deixar ferver; junte o açúcar e deixe-o desfazer no leite, em lume brando.

Parta o panetone em pedaços e deite-o numa terrina.

Regue o panetone com o leite quente e deixe-o amolecer durante 1 hora.

Junte as gemas, mexa bem e adicione o rum.

Bata as claras em castelo e incorpore-as delicadamente.

Unte uma forma de pudim com a manteiga e deite nela o preparado.

Leve ao forno, pré-aquecido a 180° C, durante 30 minutos ou até quando o pudim estiver cozido (faça o teste do palito).

Desenforme, decore a gosto e sirva.