Category Archives: Doces de Páscoa

Arroz-doce Light

Experimente esta receita de arroz-doce light e sinta o prazer de saborear, sem culpa, uma sobremesa deliciosa. Embora não seja tão doce como a receita tradicional de arroz-doce, fica igualmente cremoso e muito saboroso.

Ingredientes:

  • 1 chávena (chá) de arroz
  • 1 gema, dissolvida em 2 colheres (sopa) de água
  • 1 pau de canela
  • 2 copos de água
  • 2,5 copos de leite magro
  • 3 colheres (sopa) de açúcar light
  • casca de 1 limão
  • canela p/ polvilhar

Confeção:

Coza o arroz na água (ajustando a quantidade desta, se necessário).

Quando o arroz estiver cozido e a água quase seca, acrescente o leite misturado com a gema, já diluída, e o açúcar. Deixe cozer alguns minutos.

Adicione o pau de canela e a casca de limão. Mexa bem, tendo o cuidado de não deixar que o líquido seque completamente.

Retire do lume, deixe arrefecer e remova o pau de canela e a casca de limão.

Ponha o arroz-doce num prato ou travessa de servir e polvilhe com canela.

Folares Lagartos (Alto Alentejo)

Na Páscoa, na região do Alto Alentejo, com especial destaque em Castelo de Vide, além dos bolos fintos e folares tradicionais, é tradição fazer estes folares em forma de lagarto. Depois de cozidos, para ficarem brilhantes, são pincelados com geleia ou calda de açúcar.

A inclusão do ovo neste e na generalidade dos folares e bolos de Páscoa, representa a fecundidade e a abundância – a renovação periódica da natureza.

Tradicionalmente, estes folares são oferecidos pelos padrinhos aos afilhados, ou entre compadres e comadres. Outrora eram muito comuns, mas tornam-se cada vez mais raros e, também por isso, é preciso preservar e divulgar a receita.

Ingredientes:

(cerca de 4 lagartos)
Para a massa
  • 1 colher (sopa) de erva-doce
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal fino
  • 1,250 kg de farinha
  • 125 g de banha
  • 125 g de manteiga
  • 125 ml de água morna
  • 125 ml de leite
  • 300 g de açúcar
  • 4 ovos
  • 50 g de fermento de padeiro
  • geleia (ou calda fraca) p/ pincelar
Para a decoração
  • 4 ovos cozidos
  • feijão frade seco q.b.

Confeção:

Deite 500 g de farinha numa tigela.

Junte o sal, a erva doce e o fermento diluído na água morna. Misture um pouco e amasse durante uns minutos – se necessário, junte mais um pouco de água morna.

Acrescente 2 ovos, o açúcar, o leite e continue a amassar, incorporando bem todos os ingredientes.

Derreta a margarina e a banha e junte-as à massa, envolvendo tudo muito bem.

Junte a restante farinha, o fermento em pó e amasse muito bem.

Depois de bem amassada, retire um pedaço de massa e faça com ela um rolo, sobre uma superfície polvilhada com farinha. estique a massa e dê-lhe uma forma cónica, retirando uma rodela para fazer a parte de cima da cabeça do lagarto.

Ponha a massa num tabuleiro untado e espalme a parte mais larga, que será a cabeça do lagarto. Coloque o ovo cozido por cima e cubra-o com uma rodela de massa que tinha retirado. Ate a zona do pescoço com uma fita de embrulho, sem apertar demasiado.

Para dar forma às restantes partes do corpo do lagarto, faça quatro cortes laterais na zona do tronco, que serão as pernas e, para formar as patas, alargue um pouco as extremidades com as mãos. Faça depois pequenos golpes com a tesoura, no dorso e cauda, imitando as escamas do lagarto.

Pincele  suavemente a massa com 2 ovos batidos. No lugar dos olhos, coloque os feijões.

Leve a cozer, em forno a 200º C, cerca de 20 minutos.

Depois de cozidos, pincele os folares com geleia.

Para finalizar, ate uma fita de seda, em volta do pescoço, por cima da que colocou anteriormente, e dê um laço.

Nota:

Dependendo do tamanho dos lagartos, a massa pode render mais ou menos que os 4 indicados.

Foto: http://iguariaspragulosos.blogspot.pt

Osterzopf – Rosca de Páscoa Alemã

Na Alemanha, a doçaria tradicional de Páscoa inclui a Osterzopf, uma deliciosa rosca com frutos secos que pode  ser decorada com ovos cozidos.

Ingredientes:

Para a massa
  • ½ colher (chá) de raspas de limão
  • ½ colher (chá) de sal
  • 1 ovo
  • 200 g de passas
  • 250 g queijo fresco
  • 300 g de farinha de trigo
  • 60 g de açúcar
  • 60 ml de leite morno
  • 7 g de fermento de padeiro
  • 70 g de manteiga à temperatura ambiente
  • ovos p/ decorar (opcional)
Para pincelar a rosca
  • 1 gema
  • 50 g de amêndoas laminadas
  • açúcar q.b.
  • manteiga q.b.

Confeção:

Dissolva o fermento no leite, adoçado com 1 colher de açúcar.

Deite 200 g de farinha numa tigela e faça uma cavidade no centro,  onde deitará a mistura do fermento dissolvido, cobrindo-a com a farinha de trigo em redor. Deixe descansar durante 15 minutos.

Junte à mistura: o açúcar, a manteiga, o queijo fresco (sem o soro), o ovo, as raspas de limão e o sal. Bata bem, até que a massa se descole da tigela.

Junte os restantes 100 g de farinha e amasse até obter um preparado liso e homogéneo.

Adicione as passas, acondicione e deixe descansar, em um lugar quente, até dobrar de volume (entre 45 e 60 minutos).

Para fazer a montagem da rosca, comece por fazer um trançado com duas, três, ou mais tiras de massa. Poderá fazer somente uma trança comprida ou formar a rosca, unindo as pontas do trançado. Comece por fazer um rolo com a massa e corte-a em tantas tiras quantas as que pretende fazer o trançado.

Coloque a massa uma forma coberta com papel manteiga, e deixe descansar novamente, 20 a 30 minutos, até que a massa dobre de volume.

Se quiser enfeitar a rosca com ovos, coloque ovos crus ao longo da massa (podendo ser deixados com a cor natural ou pintados com anilina). Para fixar os ovos, poderá fazer cavidades ou usar pedacinhos de massa como calço.

Misture 1 gema com manteiga e pincele a massa com essa mistura, polvilhando depois com as amêndoas laminadas e o açúcar.

Leve a cozer, em forno pré-aquecido a 200º C, entre 30 e 40 minutos, ou até que a rosca esteja corada.

Cavacas de Margaride | Bolos de Gema

Estas cavacas, cobertas com glacê depois de prontas, são típicas de Margaride, localidade no concelho de Felgueiras de onde é originário o famoso Pão de ló com o seu nome, e integram as tradição de Páscoa naquela região. O seu sabor e a textura macia lembram a delicadeza do pão de ló.

Outrora eram feitas pelas famílias para serem oferecidas em devoção a Nossa Senhora; as cavacas que restavam eram guardadas e servidas quando se recebiam visitas. Hoje em dia, embora se mantenha a tradição secular de serem servidos na Páscoa, são bolos confecionados durante todo o ano.

Ingredientes:

(cerca de 50 cavacas)
Para a massa
  • 1 pitada de canela
  • 175 g de farinha de trigo
  • 200 g de açúcar
  • 3 ovos + 4 gemas
  • raspa de ½ limão
Para a cobertura
  • 1 clara
  • 1 colher (sobremesa) de sumo de limão
  • 150 g de açúcar em pó

Confeção:

Bata bem os ovos, as gemas e o açúcar até obter um creme muito fofo e esbranquiçado (cerca de 20 minutos na batedeira).

Adicione a raspa de limão, a canela e a farinha. Envolva bem, sem bater, até obter um preparado cremoso e homogéneo.

Pré-aqueça o forno a 180º C.

Com uma colher de sobremesa, coloque porções de massa num tabuleiro, untado e enfarinhado, tendo o cuidado de manter uma distância razoável entre cada uma.

Leve ao forno cerca de 10 minutos.

Depois de cozidas, retire as cavacas com uma espátula e deixe-as arrefecer sobre uma rede.

Para o glacê, misture o açúcar em pó com a clara e o sumo de limão.

Bata bem (se usar a batedeira de varas, coloque-a numa velocidade baixa) até o glacê ganhar consistência. Depois de pronto, o glacê deve ficar branco, fofo e brilhante.

Cubra as cavacas com uma camada fina de glacê e, com os dedos, faça formas circulares na superfície. Deixe secar de um dia para o outro.

Depois de prontas, poderá guardar as cavacas durante vários dias, numa caixa de lata fechada.

SUGESTÃO:

Com as claras que sobraram da confeção destas maravilhosas Cavacas de Margaride, sugerimos que prepare uma outra iguaria da doçaria tradicional portuguesa, os Tosquiados de Beja (receita AQUI).

Borrachões (Beira Baixa)

Estes bolos, típicos da região da Beira Baixa, têm como ingredientes determinantes o azeite e as bebidas alcoólicas (aguardente  e jerupiga ou vinho branco), que lhes dão um sabor tradicional genuíno. O nome Borrachões deriva exatamente do facto de a massa ser embebida em álcool, fazendo lembrar o estado de embriaguez moderada que se experimenta depois de beber um pouco.

Além de ser uma receita simples de confecionar, estas bolos aguentam-se durante muito tempo (mais de 2 meses), desde que estejam devidamente acondicionados e não apanhem humidade. Conheça a forma tradicional de preparar esta receita centenária, que é considerada um ex-libris da doçaria regional da Beira Baixa, sendo confecionada em grandes quantidades na altura da Páscoa.

Ingredientes:

  • 125 ml de aguardente
  • 125 ml de jerupiga (ou vinho branco)
  • 200 g de açúcar
  • 250 ml de azeite
  • 750 g de farinha
  • canela p/ polvilhar
  • ovo batido p/ pincelar a superfície

Confeção:

Junte a jeropiga, a aguardente e o açúcar, misturando bem.

Num recipiente fundo, coloque a farinha e faça um buraco no meio, onde deita o azeite e a mistura anterior.

Vá envolvendo lentamente os ingredientes com a farinha, até obter um preparado homogéneo, e deixe repousar cerca de 30 minutos.

Tenda a massa de modo a ficar com a espessura com cerca de 1 cm e corte-a em retângulos com uma carretilha.

Pincele as tiras com ovo batido e polvilhe-as com canela.

Leve a cozer num tabuleiro levemente untado com azeite ou óleo, em forno quente (200º C, cerca de 15 minutos) ou moderado (170º C até ficarem louros). Note que o tempo e a temperatura do forno determinam o resultado final dos biscoitos, que podem ficar crocantes e secos, se estiverem mais tempo e com temperatura mais baixa ou, pelo contrário, manter alguma humidade interior e algum sabor aos vinhos, se usar o forno mais quente alguns minutos.

Deixe os borrachões arrefecerem completamente e sirva.