A receita destas bolachas, embora de origem conventual, é extremamente simples e rápida de preparar. Muitas educadoras fazem-na na escola com os mais pequenos, tal é a simplicidade de confeção. São bolachas ótimas para servir com um chá e têm a vantagem de se manterem conservadas, desde que bem acondicionadas, fazendo as delícias de todos em casa. Se desejar dar-lhes um, sabor mais intenso, poderá adicionar erva-doce ao açúcar.

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Os papos de Anjo são doces tradicionais portugueses, provenientes da doçaria conventual, muito difundidos e apreciados no Brasil. A origem destes bolos, como tantos outros na cozinha tradicional e conventual portuguesa, está relacionada com o aproveitamento de ovos, sobretudo a gema. Os Papos de Anjo são feitos à base de ovos e envoltos em calda de açúcar, havendo, no entanto, variantes em diversas regiões do país.

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A doçaria conventual portuguesa é riquíssima e o nome desta categoria de receitas deve-se ao facto de serem doces criados por freiras que viviam em Conventos. Portugal é dos países em que a doçaria conventual tem maior destaque e mais enriqueceu a gastronomia portuguesa, tendo sido a base para muitas receitas de doces tradicionais e regionais.

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Os papos de Anjo da Ilha Terceira, nos Açores, seguem o mesmo processo de confeção que os de Viseu, pelo que a origem da receita tem causado uma certa polémica. No entanto, a ideia vigente é de que os Papos de Anjo da Terceira terão sido inventados pelas freiras que residiam na ilha e, assim sendo, a receita poderá ter sido passada para outros pontos do país.

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A história da vila de Tentúgal, no concelho de Montemor-o-Velho, confunde-se com a da doçaria conventual, na qual se integram estes pastéis que, em grande medida, contribuíram para que a fama daquela vila se tenha difundido e prolongado ao longo do tempo.
Os pastéis foram criados pelas freiras do Carmelo de Tentúgal, sendo confecionados desde os finais do século XIX. São conhecidos pela sua massa folhada finíssima e única no mundo. Inicialmente designados “Pastéis do Convento”, os pastéis de Tentúgal, também conhecidos como “pastel pobre” deixaram de ser confecionados fora do convento aquando das reformas que, em 1834, puseram fim às congregações religiosas. Continuar a ler »
Lamego é uma cidade no norte de Portugal com uma grande riqueza histórica, cultural e gastronómica. Exemplo disso é esta deliciosa tarte, com origens na tradição da doçaria regional portuguesa, caracterizando-se por ser uma receita muito doce. A tarte de Lamego tem como elementos principais as amêndoas, os ovos (com especial destaque para as gemas) e o açúcar.

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O pão de ló, também designado bolo esponjoso, é um doce à base de ovos (em grande quantidade, sobretudo gemas), açúcar e farinha. Em Portugal, existem diferentes variedades regionais deste bolo, sendo o pão de ló de Alfeizerão um dos mais simbólicos na doçaria regional e tradicional portuguesa.

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O pão de rala é uma sobremesa típica de Évora, integrando a riquíssima doçaria conventual do Alentejo. O pão de rala terá sido criado e confecionado pelos frades e freiras conventuais que existiam por todo o Alentejo, conhecendo-se atualmente diferentes variações de região para região.
Da receita fazem parte ingredientes típicos da doçaria conventual, como os ovos (sobretudo as gemas, em grande quantidade), o açúcar, o limão, as amêndoas e a gila ou chila, muito presente na gastronomia alentejana.

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