História do pão-de-ló de Alfeizerão
Conheça brevemente a História do pão-de-ló de Alfeizerão nas linhas que se seguem.
É sabido que a doçaria tradicional portuguesa tem geralmente origem nos conventos. Há no entanto razões para pensar que o Pão-de-ló, certamente aprimorado pelas ordens religiosas, seja oriundo de Castela. Com efeito, recentes investigações realizadas no Japão, para onde foi levado talvez por missionários jesuítas, revelam que ali lhe chamavam bolo de Castela, Kasutera e Kastera (correspondendo estas formas a dificuldades de dicção por parte dos falantes nipónicos).
No contexto da extinção das Ordens Religiosas em Portugal (séc. XIX), freiras do Convento Cisterciense de Cós transmitiram a receita e as técnicas de fabrico a uma família de Alfeizerão que as terá acolhido. Foi assim que, há mais de 100 anos, a D. Amália Grilo começou a fabricá-lo, por encomenda, para nobres da vila e da Região.
Num livro de 1906, M. Vieira Natividade já o inclui nas «Indústrias tradicionais e caseiras» da Região e assinala a sua presença na exposição industrial então realizada em Alcobaça. Vinte anos depois forma-se em Alfeizerão uma sociedade de produção e comercialização do produto – a que o jornal Ecos do Alcoa, chama em 1932, «a indústria do afamado Pão-de-ló da Tia Amália»; porém fabricado por Maria Ferreira, sua nora.
Desfeita a sociedade, Maria Ferreira inaugura o Café Ferreira em 1947, prosseguindo a sua actividade de primeira fabricante industrial, conforme a receita e as técnicas herdadas – a que as suas descendentes têm dado continuidade.
Conhecida a sua história, só resta saborear uma fatia deste delicioso pão-de-ló de Alfeizerão.

